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Educador polivalente

Educador polivalente

Novos hábitos e diferentes funções: além de professor, ser psicólogo, orientador, pai, mãe e, principalmente amigo. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae) feita com jovens entre 14 e 18 anos mostrou a visão de alunos. Questionados sobre em quem mais eles confiam 84% afirmaram ser nos professores. A pesquisa registra uma realidade do mundo moderno, no qual a função de educar tem sido transferida quase que na totalidade às escolas, onde o professor é o elemento fundamental.

 

As famílias, hoje com uma composição bastante diferente da observada num passado, não conseguem mais participar de forma integral do processo educativo. Pais e mães, assumem a sobrecarga das atividades profissionais, e, com isso, acabam transferindo para o docente o exercício do papel de orientador tanto escolar, quanto de formador de opinião para a vida.

 

As crianças são inseridas nas creches e nas escolas cada vez mais cedo e muitas permanecem nelas em tempo integral, aumentando ainda mais o contato direto com os educadores, que passam na cabeça delas a integrar a família.

 

Nesse cenário, o educar e o cuidar se tornam praticamente indissociáveis e o comprometimento profissional se torna inconcebível sem a construção de vínculo afetivo entre o educador e a criança envolvida no processo de ensino-aprendizagem. 

 

No entanto, na formação do profissional da educação há um descompasso entre sua instrução e as exigências da sociedade atual. A maioria dos cursos universitários que os capacita hoje dá ainda mais ênfase aos conteúdos programáticos, em detrimento das relações humanas, o que foge à nova realidade encarada nas salas de aulas.

 

O professor tem que conhecer mais as pessoas e saber lidar com suas carências afetivas. Saber transmitir conhecimentos é importante, contudo, saber lidar com as pressões e necessidades do mundo das crianças e dos adolescentes é imprescindível para o processo de ensino.

Encarar as salas de aula hoje significa se submeter ao compromisso de aliar competência teórico-metodológica com a humanização da humanidade. Demanda vivência cada vez mais longa e na qual o mútuo respeito se torna fundamental. Pois educa-se pelo ambiente que é oferecido aos alunos, pelo clima de relações humanas que são estabelecidas, pelas oportunidades viabilizadas aos educandos.

 

Apesar do aumento da participação e importância na vida dos alunos, a valorização profissional do professor não acompanha esse crescimento, por isso, a valorização docente virou uma batalha diária dos professores, simpatizantes da causa e sindicatos. Infelizmente, em decorrência da falta de reconhecimento, muitos desses profissionais se aposentaram, outros mudaram de profissão e isso se repete ano a ano. Como a cobrança de conhecimentos é irrisória tanto no ensino fundamental quanto no médio, caiu o interesse pelos estudos e, lamentavelmente, pelo ensino.

 

Com o avanço da tecnologia e a era do conhecimento ganhando força, cresceu também a criação de cursos voltados para essa realidade tecnológica. Em contrapartida, cada vez mais, as licenciaturas foram se esvaziando, até serem eliminadas da oferta de várias faculdades por falta de alunos para compor uma turma. 

 

Há quem ainda repita no dia de hoje que para lecionar é necessário apenas ter vocação, mas não, ela é apenas a base. O engajamento profissional é moldado. Como dizia Paulo Freire, todos são seres humanos inacabados, em processo constante de adaptação. Logo, o engajamento está relacionado com o estilo de vida que a profissão oferece, com a remuneração, o plano de carreira, os benefícios paralelos, além do reconhecimento da sociedade. Ninguém escolhe uma profissão para sofrer, para passar por privações e/ou ser hostilizado. Professor, como qualquer outro profissional, merece e quer respeito, valorização e garantia de seus direitos.

 

Jonas Rodrigues de Paula, presidente do Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro/ES)


 

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