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Juventudes e escolas no Brasil

26/02/2009
 
por Fabíola Cerqueira
 
Torrna-se relevante expor o que entendemos por juventude, o que pressupõe romper com discursos recorrentes que ora atribuem à juventude caráter de irresponsabilidade, de problema, de risco e de vulnerabilidade; ora como fase intermediária entre infância e vida adulta, depositando no futuro todas as expectativas em relação aos jovens, em detrimento do presente (o jovem é um “vir a ser”).
 
Há ainda tendência que identifica jovens com visão romântica, associando-os à ideia de liberdade, de prazer ou ainda às expressões culturais.
 
José Machado Pais (1996), autor português, afirma que “a juventude é uma categoria socialmente construída, formulada no contexto de particulares circunstâncias econômicas, sociais ou políticas; uma categoria sujeita, pois, a modificar-se ao longo do tempo”.
 
Isso implica afirmar que não há uma única forma de ser jovem. Daí falarmos em “juventudes’’ , com intuito de identificar as diversas formas de vivenciar os modos de ser jovem.
 
Importante também identificar a forma com que jovens se relacionam entre si. E é nesse contexto, de descobertas e novas emoções que jovens começam a lidar com a questão da identidade.
 
Tendo como base a ideia de que a identidade vai se constituir na interação social, os grupos de amigos, também no espaço escolar ganham relevância, daí a importância de se discutir relações que jovens estabelecem com seus pares no ambiente escolar.
 
Eles tendema se aglutinar para marcar sua identificação comum grupo (criando seus “dialetos ”, formas de vestir e se comportar), e também para se diferenciar dos adultos.
 
É na formação dessas redes de sociabilidade que se formam diferentes formas de ser jovem, que se diferenciam das diferentes formas de ser adulto.
 
A escola tem sofrido mudanças nas últimas décadas. A mais significativa, creio ser a que diz respeito à massificação do ensino, que produz um fenômeno novo: escola como espaço de diversidade, não mais de homogeneização.
 
E a grande questão que se coloca é entender se a escola está preparada para trabalhar com diversidade, uma vez que sempre esteve em contato com padronização.
 
Com a massificação do ensino, houve significativa migração de alunos das classes médias e elite para a rede particular, fazendo com que escola pública passasse a ser vista como “escola para pobre”.
 
O próprio sentido do ensino médio passa a ser alterado. Para jovens das classes populares é a última etapa da escolarização.
 
Somado a isso é importante destacar a representação negativa e preconceituosa da juventude, sobretudo jovens das classes populares, identificados como problema e vinculados à idéia de risco e violência, logo passando a ser vistos como problemas sociais.
 
A escola nega ao aluno sua condição juvenil, ao desconsiderar sua especificidade e tratá-lo de forma homogeneizante. A crise na escola pública hoje está de certa forma relacionada à já referida massificação do ensino, apesar dos constantes esforços unilaterais em se atribuir a responsabilidade aos jovens, aos professores e à família.
 
Para a escola e seus profissionais o problema está centrado nos alunos que não têm limite nem interesse na educação, além de culpabilizarem também as famílias dos jovens.
 
Quando a família que se apresenta na escola é diferente do modelo nuclear burguês, diz que é desestruturada, transferindo a ela o fracasso escolar dos filhos. A escola naturaliza essa postura, não se dispõe a discutir o por que de fato os alunos não aprendem.
 
Assim, a instituição escolar que poderia contribuir para diminuir desigualdade acaba por reforçá-la quando ignora desigualdades sociais, econômicas e culturais entre jovens das diferentes classes sociais.
 
Fabíola dos Santos Cerqueira
Mestranda em Educação (Ufes) e professora de Ciências Sociais
 

Publicado em: A Tribuna - 26/02/09


 

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