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"Meus heróis morreram de overdose"

01/01/2009
 
por Rafael Magalhães Costa
 
O ano de 1968 sacudiu o mundo inteiro com as muitas discussões proporcionadas em seu curso, sejam elas no âmbito político, religioso, econômico, comportamental, sexual, etc. Nenhuma esfera social ficou sem receber um olhar do “Contra”, sendo talvez por isso, essa geração ficou marcada pelo termo “Contracultura”, por ter essa espécie de caráter revisionista acerca da vida como um todo.
 
O movimento negro ganhava as ruas com uma resistência pacífica proposta por Martin Luther King ou com as ações de enfrentamento propostas por Malcolm X. As mulheres começaram a ter uma abertura maior na sociedade, bem como no mercado de trabalho, possuindo também uma maior liberdade sexual com o advento da pílula anticoncepcional. A política mundial estava dividida entre americanos e soviéticos que, “entra e sai ano, sempre os mesmos planos”, parafraseando o grupo Engenheiros do Hawaii, queriam dominar o mundo. O conflito do momento, a Guerra do Vietnã, impulsionou vários jovens a dizer não à guerra e sim para o amor, gerando o movimento Hippie e o encontro com as drogas, não com o objetivo da fuga, mas da libertação do pensamento. A Igreja Católica se encontrava numa divisão interna que gera debates até os dias atuais: é lícita à religião a preocupação com os problemas da fé (ideologia defendida pelos carismáticos) ou na busca da ação social (proposta das CEB´s – Comunidades Eclesiais de Base)? Os estudantes franceses proporcionaram ao mundo o famoso “Maio francês” onde atitudes juvenis sacudiram os valores tradicionais da França e quase tiraram um presidente. O Brasil viveu o início da fase mais dura da Ditadura Militar (1964-1985), principalmente com o advento do Ato Institucional nº 05, que dava poderes praticamente ilimitados ao Executivo, pulverizando as liberdades individuais. É nesse contexto que o país traz uma curiosidade: viver numa ditadura de Direita com efervescência cultural de Esquerda! Artistas, músicos, estudantes, escritores, lideranças de bairros, prefeitos, operários, pessoas comuns em geral brigaram feio, perderam a vida, na busca daquilo que acreditavam que era certo. Morreram com overdose de lutas. Estamos diante, então, dos heróis de uma geração? Para uns sim, para outros não.
 
As pessoas que viveram esses fatos mencionados acima queriam ser iguais, ter voz, poder lutar por seus direitos e até mudar o mundo. Quantas vezes saímos das nossas casas com esses objetivos? Será que temos um governo autoritário que nos impede? Um preconceito racial e sexual que não nos dá voz? Ou o local onde atuamos profissionalmente (a Escola) não possui o material de trabalho necessário; mentes? Talvez estejamos ocupados demais com a nossa rotina, que NÓS MESMOS nos propomos a seguir, sendo humanamente impossível realizar tais atos heróicos de gerações passadas. Essa é uma boa justificativa!!! Por isso delegamos poderes às pessoas para fazer esse tipo de trabalho: Presidente, Deputados, Vereadores, Senadores, Governadores e o Sindicato. Eles lutam por aquilo que acreditamos ser certo, moral, digno e valoroso, já que não temos tempo para isso. Daí a responsabilidade do nosso voto.
 
Numa particularidade de indivíduos professores e formadores de opinião que somos, deixemos que o Sindicato faça aquilo que lhe outorgamos: lutar pelos interesses da nossa categoria e somemos a nossa força e torcida a isso. Afinal, somos professores, responsáveis por regatar o respeito para a nova geração que está em nossas salas de aula.
 
Às vezes, precisamos entrar com uma ação judicial e sabemos que isso não é fácil, mas temos que ter ciência que este ato é a última opção, a última cartada de um jogo que é iniciado pelo diálogo. Não podemos e nem devemos nos silenciar, seria um suicídio moral e histórico. Se ficarmos calados, pode ser que daqui a 40 anos outro professor de História esteja escrevendo um artigo sobre a “Geração Hipócrita” de 2008 que desconstruiu os avanços dos “Anos Rebeldes” de 1968. Só o tempo dirá...
 
Rafael Magalhães Costa
Professor de História, Especialista e Mestrando em História pela Ufes
 

Assessoria: Raiz Comunica

(27) 3317-2552


 

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