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Da sala de aula para a vida

Um jovem vai ao supermercado fazer compras. Ao olhar para a vitrine tenta escolher um produto que atenda às suas necessidades. Entre a variedade de marcas, formatos, tamanhos, pesos e valores, ele se sente perdido. Tenta fazer alguns cálculos para descobrir qual deles é o mais barato. Provavelmente a Regra de Três o ajude, mas ele não se lembra bem como fazer. Na verdade, nem faz ideia de que aquela operação matemática repetida de forma maçante na sala de aula poderia ser útil para alguma coisa, na prática. Pega, então, o produto cuja etiqueta mostrava o menor valor. Satisfeito, acha que fez o melhor negócio.

 

A narrativa acima é tão boba quanto preocupante. Afinal, ela verdadeiramente se repete com milhares de jovens brasileiros todos os dias que não conseguem refletir sobre um problema e resolvê-lo por conta própria aplicando algum conhecimento adquirido na escola. Isso acontece porque eles simplesmente não adquiriram nenhum. Nossa cultura escolar e familiar exige bons desempenhos nos exames bimestrais, não o desenvolvimento do pensamento próprio ou científico.

 

Identificar e entender os fenômenos físicos e biológicos que envolvem o preparo de um bolo, calcular os juros na compra parcelada de um tênis da moda, reconhecer a história do país nas páginas dos jornais, elaborar uma redação com pensamento crítico e que seja coeso e coerente são situações desafiadoras para jovens e adultos que vão à escola apenas para assistir à aula.

O processo educacional deve envolver a vida de todos de maneira integral. Na família, o acompanhamento educacional não deve se restringir a ver o boletim para certificar se os filhos tiraram boas notas ou não, mas averiguar se eles efetivamente adquiriram habilidades, competências e saberes que correspondem à idade e à série escolar. É preciso cobrar resultados deles, da escola e de nós mesmos.

 

Idealizamos a educação, assim, a vemos como uma forma de mudar, mas no plano abstrato. No concreto é uma forma de crescer e ser melhor remunerado. A educação tornou-se uma credencial sentenciada ao recebimento de um diploma ao fim de cada etapa escolar. Nossos adolescentes e jovens passam no vestibular e alguns anos depois se formam, mas no mercado de trabalho não conseguem executar as tarefas que lhes são designadas. Não é culpa só da faculdade, temos errado desde o início.

 

O mesmo país que alcançou o primeiro lugar no ranking internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de educação, publicado em maio, Cingapura, é o segundo em competitividade no mundo, enquanto o Brasil ocupa a 57ª posição entre 144 países, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF) do ano passado. No indicador de Eficiência do Mercado de Trabalho, que avalia a qualidade da mão de obra e a produtividade, o País está em 109º lugar. Já no ranking da OCDE, em 60º posição entre 76 países avaliados.

 

A gestão escolar precisa tornar a escola um ambiente de vivências, que envolve alunos, família e professores em um único processo. Ter uma rotina de trabalho também é fundamental. O trabalho ordenado e bem planejado é objetivo, transparente, prevê contratempos, prepara a equipe pedagógica para exercer com excelência o que foi proposto. Define objetivos, traça estratégias e ações para alcançá-los. E o maior de todos sempre será educar para a vida.

 

Enquanto isso, o professor tem a tarefa de fazer os alunos pensarem, incitá-los diante o mundo, fazê-los procurar – e encontrar – no conteúdo que ministram explicações e soluções para a vida, não apenas regras gramaticais, teoremas, datas comemorativas e nomes importantes. Muitos alunos questionam: “Importantes para quem?” – e nós precisamos entendê-los. Eles serão a história de amanhã. Só assim teremos alunos interessados, professores motivados, gestões eficientes e um Brasil que vai para frente.

 

Jonas Rodrigues de Paula, professor e presidente do Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-ES)


 

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