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Professor sofre de angústia tripla

Professores brasileiros têm vivido num cenário constante de preocupação, seja pelo desinteresse dos alunos, pela violência nas escolas ou pelos baixos salários e pelas más condições de trabalho, motivos nãos faltam para gerar angústia, insatisfação, medo, e desestimulá-los ao exercício da profissão.  Sabemos que historicamente, os jovens sempre manifestaram rebeldia. O que mudou para hoje foi a configuração dela. A indisciplina e a violência revelam-se cada vez mais cruéis e têm se voltado contra os professores. Elas são a reprodução da violência doméstica, da violência no trânsito, nas comunidades.

Isso porque a escola não é desconectada da sociedade, faz parte dela. A violência ultrapassou os limites das classes sociais, das faixas etárias e dos portões das instituições de ensino. As condições políticas e sociais do País, a má distribuição de renda, impunidade, corrupção, são exemplos de problemas sociais que refletem na escola. Além disso, as mudanças sociais ocorridas no modelo de família influenciam a formação dos jovens.  

Com a carga de trabalho excessiva dos pais, crianças e adolescentes têm ficado cada vez mais aos cuidados de terceiros ou sós, numa fase da vida tão importante para adquirir valores indispensáveis à boa convivência humana. Quando os pais não impõem limites a eles, desde cedo, contribuem para formar indivíduos que não respeitam convenções sociais e principalmente humanas. O pior é que hoje em dia, muitas vezes, a família não é referência.

Pois bem, esses jovens violentos estão nas escolas, não é a maioria, mas são muitos. Não estão lá para estudar, mas porque são obrigados. A figura do professor, que antes, e não faz muito tempo assim, tinha a função de professar o conhecimento, hoje não consegue fazer isso direito.  À escola, da qual não se deveria pedir que, além de ensinar os conteúdos programáticos exigidos, tivesse também que exercer a função educativa que compete aos pais, há algum tempo se viu incumbida de assumir mais esta tarefa.

Hoje, o professor tem que mediar conflitos e acaba sendo ofendido, ameaçado e agredido. Os educadores trabalham em situações extremas de nervosismo, medo e angústia. Preparam boas aulas e não conseguem colocá-las em prática. O resultado é a baixa qualidade do ensino e não está pior porque muitos não desistem. A maioria é consciente de sua responsabilidade de educar para a vida. O paradoxo é que os educadores são responsabilizados pelo fracasso e o insucesso escolar. Angústia dupla.

Na hora de receber o salário, angústia tripla. Os professores brasileiros têm o terceiro pior salário do mundo, ficando atrás apenas da Indonésia e do Peru. Mas o que tem sido feito para melhorar isso? Reivindicam professores da rede pública de ensino e também o fazem os da rede particular.

No Sudeste, os sindicatos dos professores da rede particular de ensino, por exemplo, estão na batalha desde outubro do ano passado para definir reajuste salarial e a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que deveria ter entrado em vigor em março deste ano. Mas até agora, somente São Paulo conseguiu aprovar a CCT com reajuste de 7,4%. Rio de Janeiro rejeitou reajuste de 6,4% e Minas Gerais de 6,5%. 

No Espírito Santo, apesar de ainda não terem formalizado a convenção, o valor de 7,68% de reposição salarial para os professores capixabas já está garantido e será pago retroativo a março. É um dos muitos passos em prol de mais valorização profissional. Sabemos que ainda não é o ideal, mas até agora, é a melhor proposta da região.

A verdade é que ninguém quer ser professor com o salário que ganha e com as condições de trabalho vigente e, se nada for feito, a educação brasileira travará em breve. O País tem hoje um déficit de um milhão de professores, o que pode se transformar nos próximos anos num verdadeiro apagão educacional.

 

Jonas Rodrigues de Paula, professor universitário e presidente do Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro/ES)

 


 

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