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Política e lógica dedutiva

13/07/10
 
Por Wilson Coêlho
 
No que diz respeito à política, uma das coisas mais interessantes entre os gregos antigos é que estes não votavam em pessoas. Votavam em projetos. Nas Ágoras (praças) é que decidiam os projetos da polis (cidade), diferente dos dias de hoje, quando os projetos são praticamente pessoais e aceitos ou não conforme acordos que se dão em gabinetes ou cafés ou almoços encomendados e agendados para este fim. Os gregos também não inventaram a democracia como um verbete que requer uma série de discursos de economistas, sociólogos e especialistas de plantão, dissertando conforme interesses dos dominantes, onde os dominados são convencidos de que vivem “no melhor dos mundos possíveis”. Daí, a partir deste comportamento, surgem – como efeitos colaterais – uma ciranda de produtores de estatísticas e os chamados cientistas políticos, feito arautos da democracia representativa, fazendo suas análises sobre o leite derramado.
 
Voltando à afirmativa de que os gregos não inventaram a democracia, cumpre entender que estes apenas nomearam um comportamento que já exerciam e, neste sentido, são originários.
 
Considerando a reflexão sobre nossa herança grega e a afirmação de Aristóteles de que “o homem é um animal político”, bem como, sua sistematização da lógica clássica, em especial, a dedutiva, este tem um papel fundante ou fundamental na postura que se comete por estes mares e, inclusive, referenda o “jogo das cadeiras” de recentes acontecimentos na política local. Obviamente que, “nossos” políticos se atêm somente ao que lhes parece conveniente, levando em conta que sequer conhecem a obra deste filósofo grego e apegam-se apenas aos atalhos que lhes sustentam o discurso da governabilidade, sem levar em conta os governados. Ipso facto, provavelmente, desconhecem a obra de Aristóteles e se parece que lhe obedecem em alguma cartilha, não passa de um fantasma eurocêntrico e escravocrata que tem sido nossa herança desde a “descoberta” ou – conforme Enrique Dussel – o “encobrimento do outro”. Voltando a Aristóteles, será que algum deles já leu a “Política” ou porventura ouviu falar da “Ética a Nicômano”?
 
A grande desgraça se dá quando nossa política se estrutura no “Organum”, na formulação da lógica clássica. O exemplo mais conhecido, que está na lógica dedutiva, é aquela de que “todo ser humano é mortal / Sócrates é humano/ logo, Sócrates é mortal”. Temos ai uma premissa maior (ou universal) combinando com a premissa menor (ou particular) que redunda na conclusão. Toda operação nesse sentido se torna verdadeira, considerando que a ideia de verdadeiro ou falso aqui depende unicamente desta ordem estabelecida no princípio da identidade nas relações entre o universal, o particular e a conclusão, ou seja, sem que seja necessário se colocar em xeque a validade daquilo que se afirma como universal. Se afirmarmos que “todo ser humano voa” e, que, “Joãozinho é um ser humano” e, que, “logo, Joãozinho voa”, teremos um exemplo do verdadeiro na lógica. Mas se – num exercício empírico – atirarmos Joãozinho do 20º andar, este cairá morto. Como compreender algo que é dado como verdadeiro apenas no plano de organização das ideias e que impera apenas através de outras ideias que o sustenta como tal? Haveremos de concordar que “ditadura é quando eles nos dominam e, democracia é quando nós os dominamos”?
 
Imoral da história ou parafraseando Orwell, se todo homem é um animal político, por que uns animais se consideram mais políticos que outros?
 

Wilson Coêlho é doutorando em estudos de literatura pela Universidade Federal Fluminense e Auditor Real do Collège de Pataphysique de Paris


 

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