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A Sociedade dos Cidadãos Mutilados

01/12/09

 
por Leonardo Matiazzi Corrêa
 
O ser cidadão está associado ao Estado Nação, que por sua vez está vinculado à posse de direitos, essas aproximações foram conjugadas com o nascimento do Estado Moderno, que pode ser entendido como a transição entre a barbárie e a civilização.
 
Ao indagarmos que a barbárie pode ser fruto de uma história inventada, no imaginário da sociedade ocidental, para criar a civilização e assim embutir no território novos valores e crenças aceitáveis a uma nova organização social.
 
Diante da constituição histórica da estrutura do Estado brasileiro e a formação de nossa sociedade, foi ilustrado nos trópicos a ideia de civilização. Essa concepção acompanha a ideia de ordem e progresso, a qual se justifica a civilização dos grupos nativos articulados com o extermínio dessas populações e de seus saberes para posteriormente efetivar a apropriação desses territórios.
 
As relações entre Estado e cidadão podem ser comparadas as relações familiares entre pai e filho. Nesse sentido, o pai é o Estado, cujas responsabilidades envolvem a educação de seus filhos, bem como a proteção, segurança, saúde, instrução para a vida adulta, condições de sustento, moradia e - por fim - promoção o lazer. Já o filho, pode ser identificado como cidadão, o qual possui direitos de crescer, no território em que nasceu, dignamente, proporcionado pelo “pai” presente.
 
A história de formação do Estado brasileiro e a constituição de nossa sociedade condicionam o abandono dos filhos da terra, proporcionando assim a sociedade de cidadãos mutilados.
 
A perda de direitos ou não ter acesso a herança daquilo que o “pai” pode deixar para seus herdeiros, foi conduzida por um pequeno grupo que controlam as decisões do Estado, que, por sua vez, não objetiva a construção de uma sociedade cidadã, mas sim uma sociedade de privilegiados, ou seja, que garanta os seus interesses e diante dessas condições, perpetue a sociedade do “sabe com quem esta falando?”.
 
Podemos então afirmar que o Estado é um “pai” ausente? Pois a maior parte de seus “filhos” foram abandonados e “perdidos”. É correto afirmar que o Estado brasileiro negou a grande parte de sua população o direito de ser cidadão? É justo então apenas a escola se responsabilizar pela formação do cidadão? Seria a escola comparada a “mãe” que teve de criar sozinha seus filhos, pois o “pai” os negou e deixou com ela a difícil tarefa de educá-los?
 
Portanto, compreender o que é ser cidadão em um país que negou as condições essenciais para a construção da sociedade cidadã, nos remete a ideia de que a cidadania brasileira foi mutilada ao longo do histórico da constituição do território nacional.
 
Nesse sentido, o abandono “dos filhos da nação” contemplou a escola como a única herdeira da difícil tarefa de reverter as mutilações sociais. Será a escola uma unidade de tratamento fisioterápico da sociedade mutilada? A escola, sozinha, tem o papel de “salvar os filhos” que estão à margem da sociedade? Assim, fica a indagação.
 
Cabe depositar somente na escola a grande responsabilidade pela formação de uma sociedade cidadã? E os outros atores responsáveis pela construção da cidadania, continuaram a optar pela sociedade de privilégios ao invés de um Estado instituído por cidadãos.
 
Leonardo Matiazzi Corrêa
Professor Mestrando em Educação na linha História Sociedade Cultura e Políticas Educacionais PPGE-UFES.
 

Assessoria: Raiz Comunica

(27) 3317-2552


 

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